Compra de casa própria não terá de restrições de crédito

As medidas em estudo no governo para frear a expansão do crédito no Brasil e evitar uma elevação das taxas de juros para conter a inflação só devem atingir alguns tipos de empréstimos.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo neste sábado, citando fontes do Ministério da Fazenda, a compra da casa própria, por exemplo, será preservada das restrições. A idéia é aumentar as exigências dos bancos para os financiamentos de longo prazo apenas em setores em que a demanda aquecida esteja pressionando mais fortemente os índices de preços.

– Não será algo generalizado. O governo não quer frear o crescimento, mas colocar uma pequena trava no consumo das famílias – disse a fonte ao Globo.

Como informou o colunista do jornal “O Globo” Merval Pereira na sexta-feira, Mantega adiantou que o setor automotivo deverá ser alvo dessas medidas. As concessionárias estão vendendo veículos parcelados em até 99 meses. A idéia do ministro seria, por exemplo, encontrar um mecanismo de tornar inviáveis financiamentos com prazos acima de 36 meses.

A indústria recebeu as medidas com cautela. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, a idéia de Mantega é positiva desde que seja aplicada com cautela. Segundo ele, a restrição ao crédito só deve ser feita em áreas nas quais bens de consumo duráveis tenham sofrido aumentos de preços e estejam pressionando a inflação.

– No setor de alimentos, por exemplo, que têm contribuído para a inflação ficar mais alta, não adianta restringir crédito – disse ele, acrescentando:

– Se o governo identificar pressões, ele deve agir de forma pontual e aí sim tomar medidas para conter o crédito. Isso é sempre um caminho melhor do que aumentar juros. Eu apóio a medida com cautela.

Fonte: O Globo

Financiamentos habitacionais atingem R$ 47 BI em fevereiro

O volume de crédito bancário deve crescer cerca de 25% no ano e atingir 40% do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão foi feita hoje pelo Banco Central (BC), ao divulgar que, em fevereiro, os empréstimos e financiamentos atingiram R$ 957,581 bilhões ou 34,9% do PIB, maior patamar desde maio de 1995 (35,1%), embora ainda abaixo do pico de 36,8% nessa relação, atingido em janeiro de 1995.

A se confirmar a previsão, o Brasil ainda terá um volume de crédito bem inferior ao de economias européias, do Chile, México ou Estados Unidos, onde essas operações superam 60% do PIB, informou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Ele discorda dos analistas que dizem que o crédito bancário está muito elevado no país.

A questão é o ritmo do crescimento do crédito. Mas no caso brasileiro, as taxas são razoáveis para uma economia que tinha bases muito baixas, disse Lopes. O crédito cresce forte no país, mas o volume ainda é inferior ao de outras economias, continuou, lembrando que se o aumento em 2008 for de 25%, ficará abaixo da variação anual registrada em 2007, quando cresceu 27,3% sobre o período anterior.

Lopes evitou comentar declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse estar preocupado com o ritmo de crescimento do crédito no país. Insistiu que, no global, o crédito cresce a taxas confortáveis, citando a variação mensal de 1,1% registrada sobre janeiro.

Ele destacou que há modalidades com ritmos mais vigorosos, como o leasing, que subiu 5,2% no mês passado, sendo 8,4% apenas nas operações para aquisição de veículos por pessoas físicas, que registram alta acumulada de 96% em 12 meses até fevereiro.

Segundo Lopes, tal demanda está em linha com a expansão de 37% (fevereiro contra fevereiro de 2007) nas vendas do setor automotivo, onde o leasing representa a segunda forma de pagamento (30%), atrás apenas dos financiamentos diretos a longo prazo (38%).

Fonte atual de preocupação, por exemplo, da economia americana, o crédito imobiliário no Brasil tem volume pouco significativo no conjunto, embora também esteja em expansão. Os dados do BC apontam que os financiamentos habitacionais atingiram R$ 47,05 bilhões (excluindo grandes empreendimentos) em fevereiro, volume equivalente a 1,7% do PIB. O saldo dos contratos com pessoas físicas somaram R$ 2,54 bilhões, com aumento mensal de 10,1% e de 95,7% em 12 meses.

Na avaliação do técnico do BC, além do ritmo de crescimento do crédito, o que pode preocupar é a inadimplência, sobre a qual tanto as instituições financeiras quanto a autoridade monetária devem ficar vigilantes. Ele destaca, porém, que a despeito do crescimento do crédito e da incorporação de novos demandantes que aumentam o risco, a inadimplência está constante, a taxas comportadas há algum tempo.

Considerando atrasos superiores a 90 dias, segundo o BC a taxa média de inadimplência estava em 4,3% em fevereiro, o menor nível dos últimos dois anos.
Levantamento preliminar do BC em março até o dia 12 mostra evolução de 2% no volume de crédito livre sobre fevereiro, com alta de 2,8% para empresas e de 1,1% nas linhas direcionadas a pessoas físicas.

Fonte: Valor Econômico

Elvino Silva Filho

Elvino Silva Filho

O Boletim do Irib em Revista, órgão de divulgação do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil, estará divulgando proximamente uma justa homenagem ao grande registrador que foi Elvino Silva Filho.

No ano de 2004, para sermos exatos no dia 4 de fevereiro, Ademar Fioranelli, Flauzilino Araújo dos Santos e eu, acompanhados da jornalista Fátima Rodrigo, visitamos o registrador em seu Cartório em Campinas.

A visita rendeu uma longa entrevista que foi parcialmente publicada pelo Boletim do Irib em Revista (edição 316, mai./jun. 2004). A íntegra da entrevista, gravada precariamente no gravador de bolso, pode ser vista aqui: Entrevista com Elvino Silva Filho

Para as novas gerações de notários e registradores, Elvino Silva Filho será apenas uma referência nas páginas da Revista de Direito Imobiliário.

Para nós, que convivemos com o homem e o competente profissional, fica a saudade e o reconhecimento pelas grandes obras e realizações em prol da categoria profissional dos registradores brasileiros. (SJ).

Na Amazônia terras particulares não têm registro

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O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desconhece a quem pertence 89% das áreas privadas dentro dos limites da Amazônia. Um estudo elaborado pela ong Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontou que 35% do território da região, o equivalente a 178 milhões de hectares, é formado por propriedades particulares, mas apenas 4% dele é devidamente registrado.

A superfície registrada corresponde a 20 milhões de hectares e, em tese, engloba propriedades que têm a titularidade devidamente reconhecida em um cartório de registro de imóveis. Contudo, a legitimidade das documentações é questionável, já que na Amazônia Legal são comuns a duplicidade e a falsificação de escrituras.

O levantamento aponta que o Incra por diversas vezes tentou fazer o recadastramento dos imóveis da região, mas nenhuma das tentativas foi absolutamente eficiente. Mato Grosso foi apontado como o Estado que apresentou o maior número de propriedades cadastradas no Incra, com 1.105 unidades, ou 40% do total de todos os Estados.

Contudo, a atualização dos cadastros não foi concluída, devido até mesmo as dificuldades para concluir as fiscalizações de documentos. O Estado contribuiu com 31% da área dos casos que ficaram sem informações ou que continuaram em trâmite de todo o Brasil.“Mesmo no caso em que há escrituras, elas não foram checadas. É complicado porque na Amazônia funcionou um sistema de privatização gratuita.

Algumas pessoas chegaram e depois o governo concedeu a titularidade das terras e outras se apossaram e nunca houve um processo eficiente de regularização fundiária”, disse Barreto.A falta de informações sobre os proprietários gera inúmeros problemas na região. O governo, por exemplo, fica impedido de exercer a fiscalização sobre os crimes ambientais, como o desmatamento, e indiretamente, crescem os índices de violência por questões agrárias. “Essa situação impede até mesmo que empresas idôneas venham para a região explorar a floresta de maneira sustentável.

Mesmo porque esse é um tipo de investimento caro, que dá retorno a longo prazo, mas nessas áreas não há garantia fundiária. Tudo se resolve na bala”, falou Barreto. O estudo foi realizado com base em dados do Incra.

 Fonte: Diário de Cuiabá

RTD agrega segurança

O Detran-MS prorrogou até 3 de março o início da obrigatoriedade de registro em cartório de todos os contratos de financiamento de veículos registrados e licenciados em Mato Grosso do Sul ou que estejam em fase de transferência de domicílio para o Estado. A medida deveria entrar em vigor na próxima sexta-feira (15), mas o Diário Oficial de hoje (13) trouxe a modificação.

O prazo maior foi decidido por conta de problemas técnicos que precisam ser resolvidos no sistema de informática antes do início da validade, explica o Detran. A justificativa para mais esse custo nas transações com veículos é que o registro em cartório é uma medida que busca dar segurança jurídica às partes envolvidas, justifica o diretor-presidente do Detran, Santos Pereira.

Ainda segundo o diretor, “o procedimento facilita um eventual questionamento do contrato na justiça, é previsto no artigo 1.361 do Código Civil e na Resolução 159 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Estamos cumprindo a lei”. (Com informações da Agência Notícias MS)

Estudo da OAB-PR sobre Judiciário paranaense

27/02/2008 – Um provimento editado pela Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Paraná passou a impor regras para padronizar os serviços dos cartórios judiciais. A medida é uma resposta ao Diagnóstico realizado pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, que apontou uma série de problemas no funcionamento do Judiciário estadual. O provimento (de número 140), assinado pelo corregedor-geral, desembargador Leonardo Lustosa, determina que as varas judiciais atendam a requisitos mínimos de funcionamento para garantir a qualidade dos serviços prestados.

Os escrivães terão um prazo para se adequar e fazer os ajustes necessários, ficando sujeitos a penalidades caso não cumpram as orientações. Caberá aos juízes das varas avaliar se as serventias estão obedecendo as determinações. Na justificativa de publicação do Provimento, Lustosa reconhece a falta de gerenciamento eficiente e de investimento na estrutura da atividade cartorial em inúmeras serventias do foro judicial, provocando o atraso no andamento dos processos.  

 pesquisa do Diagnóstico do Judiciário, feita pelos advogados no ano passado, mostrou que um dos maiores problemas da Justiça do Paraná é justamente a estrutura precária dos cartórios judiciais de primeira instância. “Esse provimento pode não ser a solução definitiva para os problemas que os advogados e a sociedade enfrentam, mas pelo menos serve como instrumento para uniformizar o funcionamento das serventias judiciais”, afirmou o presidente da OAB do Paraná, Alberto de Paula Machado.

 Fonte: Direito do Estado.com.br

Registro Civil de Guarujá oferece espaço cultural

O Cartório de Registro Civil de Guarujá, localizado na Rua Santo Amaro, 292, em Pitangueiras, criou um espaço cultural diferenciado  aos artistas da cidade, em um projeto inédito que conta com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura.

Em funcionamento desde o dia 6 de fevereiro, o novo espaço cultural está expondo trabalhos de diversos artistas plásticos do Guarujá, entre os quais se destacam  Moacir Nunes e Divino Ferreira da Costa, nomes tradicionais das artes da região.

A intenção, segundo Roberto Lúcio Vieira, Oficial de Registro Civil responsável pela iniciativa, é promover a arte e cultura da região e criar um espaço  apropriado para abrigar diferentes modalidades artísticas. Vieira destaca ainda que “a idéia é desenvolver uma espaço que possa abrigar todos os tipos de artes”. 

Registradores e o Georreferenciamento em Piracicaba

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O portal da Prefeitura de Piracicaba  disponibilizou recentemente o acesso ao mapa georreferenciado do município, com informações cadastrais on line de todos os mais de 141 mil imóveis registrados na cidade –– cerca de 106,2 mil construções (casas, prédios e barracões) e 35 mil terrenos.

Para saber mais sobre esse importante lançamento para a área registral, o Arisp online entrevistou os oficiais registradores Dr. Everton Luiz Martins Rodrigues, do 1º Registro de Imóveis de Piracicaba e Dr. Antonio Reynaldo Filho, 2º Registro de Imóveis de Piracicaba, que contribuíram diretamente no desenvolvimento do projeto. 

Acompanhe a seguir os melhores trechos dessa entrevista

Arisp online: Qual a importância do portal de georreferenciamento disponibilizado pela prefeitura de Piracicaba?

Everton Luiz Martins Rodrigues: A maior importância que deve ser dada ao portal é permitir aos cidadãos uma pesquisa rápida e segura acerca de informações cadastrais municipais e até relativa ao cadastro registral imobiliário, facilitando as pesquisas relativas a propriedade de  imóveis em geral. No portal, apenas com o nome da rua o interessado poderá localizar o imóvel de seu interesse numa simples navegação sobre a foto aérea do município obtendo informações sobre qualquer imóvel cadastrado pela municipalidade.

Arisp: Poderia falar um pouco sobre a finalidade do projeto?

Antonio Reynaldo Filho: O projeto desenvolvido pela prefeitura tem por escopo facilitar a vida do cidadão, reduzindo as filas nos balcões de atendimento de suas repartições, permitindo a todos, sem qualquer custo, obter informações de qualquer imóvel localizado na zona urbana do município.

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Concentração na matrícula – projeto avança

O Governo Federal acredita que conseguirá enviar para a avaliação do Congresso Nacional, ainda nesse primeiro semestre, o projeto de lei que trata sobre a concentração de matrícula de imóvel. A afirmação é do Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, que anunciou ainda novos tipos de seguros para o setor imobiliário.

Segundo Appy, a nova regulação tem como proposta permitir a concentração no cartório de registro de imóveis onde o imóvel estiver matriculado, de todas as informações judiciais ou processos nos quais o imóvel está vinculado como garantia.

A proposta é que se faça consulta em um só lugar, reduzindo os custos das transações, comentou o secretário. A iniciativa integra o marco regulatório que o governo vem trabalhando para o setor da construção civil desde 2003 e deve substituir projeto semelhante de iniciativa da Câmara dos Deputados, cuja tramitação está parada no  Congresso, afirmou Appy.

Durante seminário da construção civil, o secretário disse ainda que a próxima regulação será o desenho dos novos tipos de seguros para o setor imobiliário, a partir de estudos da fazenda sobre experiências internacionais realizadas nessa área.