TRF1 – 19.9.2017

Alienação fiduciária – mora – notificação judicial. Via judicial x extrajudicial. CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO – SFI. FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. INADIMPLÊNCIA. NOTIFICAÇÃO PARA PURGAÇÃO DA MORA. PROCEDIMENTO REGULADO NA LEI 9.514/1997. I – Regulando o procedimento de notificação em mora de devedor fiduciante em casos de inadimplência no cumprimento de contratos de alienação fiduciária de bem imóvel, o § 1º do artigo 26 da lei 9.514/97 dispõe que “Para os fins do disposto neste artigo, o fiduciante, ou seu representante legal ou procurador regularmente constituído, será intimado, a requerimento do fiduciário, pelo oficial do competente Registro de Imóveis, a satisfazer, no prazo de quinze dias, a prestação vencida e as que se vencerem até a data do pagamento, os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos, as contribuições condominiais imputáveis ao imóvel, além das despesas de cobrança e de intimação. II – Configurada a inadimplência total ou parcial da obrigação avençada nos contratos firmados no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário, o fiduciante é constituído em mora e a propriedade consolidar-se-á em nome do fiduciário caso não efetivada a purgação da mora no prazo de quinze dias a contar da data da intimação pessoal válida a ser promovida por solicitação do Oficial do Cartório ou pelo correio mediante aviso de recebimento. III – Não se sustentam os argumentos da parte apelante, na defesa de que não há óbice à interposição de ação judicial de notificação, visando ao mesmo fim que poderia ser buscado na via extrajudicial, porquanto a situação dos autos, notificação por inadimplência em contrato de financiamento imobiliário, sob regramento do SFI, é materialização da hipótese contemplada na Lei n. 9.514/1997, que dispõe especificamente sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário e institui a alienação fiduciária de coisa imóvel, não se fazendo plausível ignorar o regramento específico para buscar a lei geral. IV – Correta a sentença no entendimento de que “não restou devidamente caracterizado o interesse de agir sob o prisma da necessidade, a qual só estará presente quando o autor não puder obter o bem pretendido sem a intervenção do Poder Judiciário. No caso dos autos, o diploma que regula a matéria prevê, explicitamente, a realização da diligência requerida por oficial de cartório de registro de imóveis.” V – Apelação da Caixa Econômica Federal a que se nega provimento. @0016819-61.2016.4.01.3500, Goiás, j. 4/9/2017, DJe de 19/9/2017, Rel. JIRAIR ARAM MEGUERIAN.

TRF1 – 14.7.2017

Alienação fiduciária – consolidação da propriedade – purgação da mora – pagamento – extinção do contrato. PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO IMOBILIÁRIO (SFI). DIREITO À PURGAÇÃO DA MORA E DE DEPÓSITO DAS PRESTAÇÕES VENCIDAS E VINCENDAS EM JUÍZO. CONSOLIDAÇÃO DA PROPRIEDADE EM NOME DO AGENTE FINANCEIRO. LEI N. 9.514/1997. EXTINÇÃO DO CONTRATO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. 1. Consolidada a propriedade em nome da instituição financeira, com fundamento no caput do art. 26 da Lei n. 9.514/1997, registrada em cartório de registro de imóveis, opera-se a extinção do contrato de financiamento, fato esse que afasta o interesse processual da parte autora em consignar o valor das prestações vencidas e vincendas em juízo. 2. Sentença que extinguiu o processo, sem resolução de mérito, por falta de interesse processual da autora, em razão da consolidação da propriedade do imóvel em nome do agente financeiro, que se mantém. 3. Apelação não provida. @AC0007579-84.2017.4.013800/MG, Minas Gerais, j. 26/6/2017, DJe de 14/7/2017, Rel. DANIEL PAES RIBEIRO. Legislação: LAF – 9.514/1997, art. 26.

TRF1 – 25.4.2017

Desapropriação. Imóvel urbano. Localização. Destinação. Imóvel rural. Agravo de instrumento. Desapropriação. Imóvel com destinação e utilização urbana em cartório de registro de imóveis. Pretensão à caracterização como imóvel rural. Improcedência. @ 0004459-21.2016.4.01.0000, Goiás, j. 17/4/2017, DJe de 25/4/2017, Rel. LEÃO APARECIDO ALVES. Legislação: CF – 1988, art. 93, inc. IX.